Eduardo Campos e a volta da CPMF

Falar em criar impostos ou voltar com a famigerada CPMF traz à tona um debate sempre impopular. A mídia brasileira gosta de mostrar a situação dos hospitais públicos e a caótica e precária situação da saúde pública no país. Presidentes, deputados e governadores eleitos conhecem bem o dano que uma recriação da CPMF (o imposto do cheque) pode causar às suas imagens, e principalmente a presidente eleita, Dilma Rousseff, mas qual é a solução? Como resolver a situação da saúde pública no país?

cpmf

Lançando mão do capital que construiu nas urnas, Eduardo Campos, o governador de PE, hoje lidera a briga pela volta dessa contribuição (a única derrota política de Lula no Congresso). Eduardo argumenta que, aqui no estado de PE, 90% da população depende do serviço de saúde pública, o que é uma verdade. Diz que é preciso encontrar uma forma de evitar a falência do sistema (SUS), e defende um "pacto nacional pela saúde" entre governadores e políticos eleitos, mas com uma discussão 'sem demagogias' sobre o assunto.

A iniciativa é até boa. O problema é que o governador não defendeu essa tese, em julho, no ínicio de sua campanha eleitoral. Falar agora passa a impressão de que houve mudança de posição e soa como uma certa 'falta de coerência' de sua parte.

Sabemos que não é fácil organizar o sistema de saúde pública no Brasil, mas, se antes, na campanha eleitoral, tivesse havido um debate sobre a saúde e a volta da CPMF, teria sido um debate mais verdadeiro, coerente, e mais justo com os eleitores que foram às urnas para votar. Falar desse imposto agora soa, tão somente, como aberração.

6 Comentários:

Roberto Hyra disse...

Sou a favor da CPMF para ajudar na Saúde, desde que (DESDE QUE) esse dinheiro fosse realmente para a Saúde.

Abraços!

Daniel Savio disse...

Que tal em vez de recriar um imposto, que tal diminuirem o salário deles?

Fique com Deus, menino Neto.
Um abraço.

cultura nordestina disse...

Opa Neto! O governo não perdeu um centavo com o fim da CPMF. Ao contrário, ao recalibrar outros impostos, como o IOF, a carga tributária da União só aumentou. Este ano, por exemplo, está em mais de 35%.

Há no Congresso e pronta para ser votada na Câmara, um projeto de lei complementar (emenda 29) que ressuscita esse imposto do cheque, com o nome de CSS. Ao colocar a CPMF na pauta, o que o governo quer é na verdade regulamentar e aprovar a CSS, ou seja ficando tudo no mais do mesmo.

Abs

Anônimo disse...

Discordo da volta desse imposto. Se antes, a CPMF não melhorou a saúde por que vai ser diferente agora?

Fábio Mayer disse...

Dinheiro tem de sobra sem a CPMF, que foi usada até para comprar flores para dona Ruth e dona Marisa, o que falta na saúde é boa gestão e combate verdadeiro à roubalheira, que significa colocar vagabundo na cadeia!

A CPMF é ROUBO! E o político que a defende é no mínimo INCOMPETENTE para não falar de modo mais direto o que efetivamente ele é.

Vão aprovar? Provavelmente... é exigência do PMDB e seria moeda de troca do PSDB se Serra tivesse vencido.

Mas é vergonhosa, num contexto em que a arrecadação cresceu só este ano, o equivalente a 3 CPMF(s), 1,5 no ano passado e 1 no ano retrasado, sem que as contas públicas tenham melhorado, porque nossos políticos, incluindo este aí, precisam dar emprego para apadrinhados...

Vanessa disse...

Pois é, Neto, não houve debate sobre Saúde ou qualquer outra coisa realmente importante durante a campanha. Deu no que deu.
Tem um selo da campanha contra o bullying pra vc no Mãe é tudo igual.

abraço

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