Como se inscrever no programa Ciência sem Fronteiras

Se você ainda não ouviu falar não sabe o que está perdendo. Lançado em julho do ano passado, o programa do Governo Federal, Ciência sem Fronteiras, uma parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia com o Ministério da Educação, tem a finalidade de enviar ao exterior, para as melhores universidades do mundo, estudantes brasileiros :-)

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A ideia do projeto Ciência sem Fronteiras é promover a inovação em ciência e tecnologia e a competitividade brasileira no ensino superior e na pesquisa por meio de mobilidade internacional. Até 2014, o governo federal estará concedendo 101 mil bolsas de estudo por meio deste programa, para que estudantes e pesquisadores possam aprimorar seus conhecimentos nas melhores universidades do mundo. Este projeto também prioriza estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação, e uma maior presença de pesquisadores estrangeiros no país.

Então, se você é um estudante, saiba que você também pode participar e fazer parte do Ciência sem Fronteiras. E o melhor: sem gastar nada. Estudantes que ingressaram nas instituições pelo ProUni ou do Sisu e que obtiveram nota superior a 600 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) também podem participar. O processo de seleção dos alunos já começou desde o ano passado e vai até o fim desse semestre. O critério da seleção é por mérito (desempenho).

E como se inscrever no programa Ciência sem Fronteiras do Governo Federal?

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Atenção! O candidato ou a candidata, depois de pré-selecionado(a) pela instituição em que estuda, deverá se cadastrar no Ciência sem Fronteiras por meio de um formulário online que está disponível no site. Se forem aprovados, esses estudantes irão receber passagem aérea, seguro saúde, auxílio moradia e uma bolsa mensal no valor de US$ 870 (dólares) para estudar fora do país.

As taxas escolares também serão bancadas pelo projeto e o aluno(a) poderá tirar suas dúvidas ligando para o número 0800616161 (ligação gratuíta). Os principais órgãos de apoio ao estudantes no exterior são o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico) e Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Veja aqui quais são os documentos necessários para sua inscrição.

Antes de efetuar a inscrição, veja também quais são as "chamadas abertas" e preencha este formulário. Outras informações devem ser obtidas aqui.

As "áreas de estudo" que terão prioridade na concessão das bolsas do programa Ciência sem Fronteiras são as seguintes: Engenharias e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra: Física, Química e Geociências; Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde; Computação e Tecnologias da Informação; Tecnologia Aeroespacial; Fármacos; Produção Agrícola Sustentável; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Tecnologia Nuclear; Biotecnologia; Nanotecnologia e novos materiais; Tecnologia de prevenção e migração de desastres naturais; Tecnologias de transição para a economia verde; Biodiversidade e Bioprospecção; Ciências do Mar; Indústria Criativa e Formação de Tecnólogos.

Então é isso! Boa sorte à todos!

Perder a virgindade virou algo banal

Conversando com um amigo pelo MSN ontem, ele me falava sobre um assunto delicado para as famílias: as filhas adolescentes e a perda da virgindade. Ele, que também é pai de família, externava para mim suas preocupações sobre este assunto, dizendo que hoje há muita banalidade em torno do tema. De fato, tenho que concordar com ele. Eu mesmo tenho uma filha adolescente e, particularmente, fico preocupado quando escuto um comentário de que uma garota de 14 anos perdeu sua virgindade num banco traseiro de um automóvel. Naquele incrivel malabarismo sexual que se instalou lá, como se isto fosse uma coisa "normal".

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Me dá uma certa tristeza também, ouvir que uma garota de 13 anos foi convencida à ir a um quarto de motel, dissimulando a idade, para perder sua virgindade. Naquele espaço de muitos e multíplos espelhos que só cheira à sexo, porque nessas paredes não faltam as costumeiras fotos eróticas para incitar.

Perder a virgindade já foi um fato importante. Hoje é visto como uma história vulgar. Algo "normal" na vida de meninas, que julgam que a independência antecipada proporcionada pelo ato, vai levá-las à maioridade mais depressa. Elas querem fazer e acreditam que, assim, vão ter mais liberdade, vão ser respeitadas e vão ficar logo mais espertas diante dos adultos.

Para algumas dessas meninas, perder a virgindade pode ser uma história banal contada em forma de anedota. E nas mídias sociais, o apelo para que isso aconteça logo é enorme. Está nas músicas que incitam ao ato, nos shows e comerciais da TV, nas conversas de bastidores nas escolas, nos BBBs da vida e até em lugares públicos que oferecem esta possibilidade para as mocinhas mais salientes. Perder a virgindade pode ser algo banal, mas bem que poderia ser um ato sublime e fundamental se houvesse amor, ou se terminasse como naquele verso de Emily Brönté "doce amor da adolescência", que deixa saudades, e não termina como um verdadeiro drama.