Medo de casar: você tem?

Ontem, recebi um email carinhoso de uma leitora deste blog me contando que namorava um rapaz havia dois anos, gostava muito dele, mas sentia um frio na espinha toda vez que ele falava em se casar. Dizia ela que, em seu íntimo, tinha medo, mas que ele não lhe dava nenhum motivo para que ela temesse por seu futuro. Então, para acalmá-la (ou deixá-la louca de vez), resolvi falar um pouco, expondo minha opinião e experiência pessoal.

William e Kate

Casamento é coisa complicada. Duvida? Então, case-se e confirme: nem os primeiros meses são fáceis. Aliás, passado o revigorante efeito sexual da lua-de-mel (se houver lua-de-mel) a vida entra numa rotina impiedosa de, por exemplo, ver se o carro do lixo já passou, se as portas estão bem trancadas; de criar uma confusão dos diabos pela toalha molhada em cima da cama, pelo sapato fora do lugar, pela roupa no chão, pelo controle remoto deixado sobre o fogão, etc e etc...

As cobranças sociais também aumentam, claro, já que agora você é casada e não pode mais sair por aí se dando ao desfrute. Sua maior vontade vai ser mandar todo mundo à merda, já que ninguém paga (nem pagará) suas contas, embora muitos ajam como se pagassem... Algumas vezes as pessoas querem saber por que você e sua mulher, mesmo casados, não usam aliança. E por qual razão não encomendaram ainda o primeiro filho – sugerindo, de leve, que alguém ali deve ter "problema"... Pedem que contribuam com salpicão na festinha de natal do condomínio e ainda lhe convocam para ajudar a enrolar os docinhos da sobremesa (afe!).

E tem mais: ainda tem a família dele e a família dela que insistem em se meter na mais do que íntima relação de vocês dois, com métodos que variam de visitas semanais a telefonemas diários, constantemente. Inevitavelmente você vai jogar na cara do seu amor que a mãe dele é um saco e, de revide, ele vai inventar qualquer adjetivo para depreciar seu pai. Casamento é mais ou menos isso, sufoca, e há momentos que só uma palavra salva. Jesus não: putaquipariu.

De todo modo: case-se. Não dê ouvidos as besteiras que escrevo aqui. Sou "opinioso" demais – minha avó dizia que homem de muita opinião é um perigo. Na verdade, case, sim. Não passe por essa vida sem saber (e nunca saber) o que é sobreviver às aporrinhações sistemáticas do homem que você geralmente ama e quer tanto (e tanto) bem. Se houver amor de verdade, há futuro pros dois. :-)

* Agradeço a colaboração da Isolda Herculano.

11 Comentários:

Fabinho disse...

Olha, para mim, casamento é futuro e futuro deve ter planejamento. Se você escolher pra casar um homem ou uma mulher que não tenha nenhuma sintonia com o que você pensa para seu futuro a coisa pode não andar. Não basta estar apaixonado, pois paixão é algo irrelevante para um compromisso dessa magnitude, é efemera, e não basta ter amor (sentimento) pois o amor é cego, não vê os defeitos. Pior seria escolher alguem com base em sexo, porque relacionamento nenhum se sustenta só com base em sexo.

A escolha, a meu ver, deve ser com base na "razão, numa análise racional sobre a pessoa, e ela, ou ele (a pessoa escolhida), deve estar sintonizada com o que você pensa, deseja e quer para seu futuro. Fora disso, é caixão na certa.

Agora, se você não tem, nem faz, planos pro seu futuro e nem sabe o que quer então "qualquer coisa" serve... Já não está mais aqui quem falou!

C. disse...

Em relação à pessoa que se escolhe pra casar, acho é uma loteria, nao tem como prever, partindo do princípio que ser humano é dinâmico e tá sempre mudando, e uns mudam pra melhor, outros pra bem pior... Fora aqueles outros que tentaram tanto se esconder, que nao sabiam no casamento toda máscara cai...

Mas o ruim mesmo, ao meu ver, é aquele "ranço" da rotina que se instala e desmorona qualquer castelo, e mente criativa nenhuma restabelece.

É tudo papo furado quem diz que "tem que sair da rotina", porque cada vez vai ficando pior.

Talvez se a visao iludida do amor se instalasse, conseguiríamos dar bundas canastras (essa expressao nordestina é ótima rs) no casamento num é. E nao é pessimismo, é a mais pura realidade.

Nao tenho medo, mas nao casaria novamente, só namoraria.

C. disse...

Nao precisa aceitar esse coment se nao quiser, só responder:

por que você nao usa a ferramenta "seguidores"? É porque as versões antigas dos layouts nao permitem (digo porque li isso dia desses), ou por que nao gosta mesmo?

Eu nao usava até um leitor me dizer que podíamos acompanhar as postagens de quem seguíssemos por ali, aí comecei a usar, e é por onde acompanho, bem interessante mesmu.


Bjosssss

C. disse...

Puxa, que chato, sumiu meu comentário por causa da "manutenção" do Blogger... quem sabe foi até bom isso ter acontecido, assim fica só entre nós o que eu penso kkkk

E o vídeo que disse me deixou, sumiu também :-(

Fábio Mayer disse...

Se~não valer o aspecto sentimental, que valha a razão jurídica:

Casar é mais estável juridicamente que viver em união estável. E é mis fácil acabar com um casamento que com uma união estável, por mais que essa conclusão pareça estranha aos olhos de um leigo.

Uma cliente minha vivia com um amigo meu que faleceu. Por não serem casados, o juiz EXIGIU no inventário que se fizesse uma ação paralela de declaração de união estável e ainda assim, ela ficou com um quinhão menor de herança do que o que teria direito se casada. E o processo se arrasta há 7 anos, porque o Judiciário NÂO GOSTA de gente em união estável e impõe todos os entraves possiveis e imagináveis para punir as pessoas nessa situação.

Fora isso, o casamento garante agilidade nas soluções de problemas de adoção de filhos, guarda e responsabilidade de crianças, pensão alimentícia, pensão previdenciária, rescisão de contrato de trabalho de falecido, etc... enfim, casar é medida legal para facilitar a vida jurídica da pessoa, ao contrário do senso comum, de que complica...

fabinho disse...

Olha, para mim, casamento é futuro e futuro deve ter planejamento. Se você escolher pra casar um homem ou uma mulher que não tenha nenhuma sintonia com o que você pensa para seu futuro a coisa pode não andar. Não basta estar apaixonado, pois a paixão é efemera, e não basta ter amor (sentimento) pois o amor é cego, não vê os defeitos.

Pior ainda seria escolher alguem com base em sexo, porque relacionamento nenhum se sustenta só com base em sexo.

A escolha, a meu ver, deve ser com base na "razão e intuição", e ela, ou ele (a pessoa escolhida), deve estar sintonizada com o que você pensa, deseja e quer para seu futuro. Fora disso, é caixão na certa.

Agora, se você não tem nem faz planos pro seu futuro então não adianta, "qualquer coisa" serve... Já não está mais aqui quem falou!

Elisa disse...

Casamento é uma excelente experiência de vida, mas não deve ser visto com esse propósito.

Bjus

C. disse...

Em relação à pessoa que se escolhe pra casar, acho é uma loteria, nao tem como prever, partindo do princípio que ser humano é dinâmico e tá sempre mudando, e uns mudam pra melhor, outros pra bem pior... Fora aqueles outros que tentaram tanto se esconder, que nao sabiam no casamento toda máscara cai...

Mas o ruim mesmo, ao meu ver, é aquele "ranço" da rotina que se instala e desmorona qualquer castelo, e mente criativa nenhuma restabelece.

É tudo papo furado quem diz que "tem que sair da rotina", porque cada vez vai ficando pior.

Talvez se a visao iludida do amor se instalasse, conseguiríamos dar bundas canastras (essa expressao nordestina é ótima rs) no casamento num é. E nao é pessimismo, é a mais pura realidade.

Nao tenho medo, mas nao casaria novamente, só namoraria.

lathyfa disse...

eu quero me casar só não achei alguém legal ainda

Anônimo disse...

para que testemunha se casamento é bom ,acho que bom mesmo é cada um viver em sua casa ,porque acordar com um estranho ao seu lado ninguem merece,por mais que voce pensa que conhece alguem sempre terá supressas o melhor é ficar só

Anônimo disse...

Todo mundo já ouviu aquela célebre frase "O amor é cego" pois bem, o casamento é a instituição responsável em trazer de volta a sua visão.Depois disso cada um enxerga de acordo com a sua miopia.

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