Lula e o preconceito dos vira-latas

Encontrei este vídeo no YouTube e embora alguns não gostem, o presidente Lula tem toda razão ao afirmar o que diz.


Quem sofre do complexo de vira-lata neste país, além de ser ignorante é um reles servil. Confunde instrução escolar com inteligência ou sabedoria de vida. É um babão e puxa-saco dos gringos e ricos. Não tem nem mesmo o respeito a si ou por sua origem.

5 Comentários:

Jurema Cappelletti disse...

Oi, Neto
Obrigada pelas boas vindas (não suportava mais ficar longe de casa).

Ainda não vi o vídeo nem tive tempo de responder aos comentários. Levei um susto, a principio, até perceber que a grosseria partiu de um anônimo, e não de um de meus conhecidos, (pelo menos náo abertamente).

Anonimato é coisa de covarde e, como tenho intenção de manter o blog aberto a todos (inclusive aos covardes), deixei um recado logo no alto da página). Vou colocar mais um recado que vai servir até aos blogueiros de quem gosto.

Agora, com licença, vou abrir o vídeo e .. sofrer (depois explico o motivo do sofrimento)

Um Abração, Ju

Daniel disse...

Concordo com Lula, porém, prefiro mais o Lula que eu votei em 2002: http://www.youtube.com/watch?v=39wIpt_2ToI&feature=youtu.be

Sabe o que é mais engraçado nesse campanha, é que podemos fazer o comparativo dos dois Lulas, o candidato, e o Presidente. Talvez eu seja um Vira-Lata! E prefiro ser esse vira-lata, que acha que um governante, seja ele quem form, seja ele de patido for, deve buscar melhorar a condiçao de vida daqueles que representa, afinal, na política não existe pai, nem mãe, mas sim, EMPREGADOS que são conduzidos aos seus postos para trabalhar em prol dos cidadãos. Ou seja, se um governo trás avanços não está fazendo favor nenhum, apenas está cuprindo COM A SUA OBRIGAÇÃO! Um abraço.

http://submundosemmim.blogspot.com

Mirian Martin disse...

Hoje, lendo a Folha de SP, fiquei sabendo de um projeto que foi aprovado, que estava para ser aprovado desde 2002 (acho...). A experiência também vai receber diploma! Ou seja, quem não tinha conseguido terminar o segundo grau, mas tem uma bagagem e tanto como técnico, faria um exame. Depois, só faria as matérias teóricas para complementar o "curso"e receberia o diploma técnico/2o.grau. Isso, porque no mercado de trabalho exige-se escolaridade. Não só escolaridade, como também conhecimento em informática e em inglês.
Hoje, também, estava lendo alguns anuncios de emprego. Num deles, para salário de 580/600 reais, para atendimento de telemarketing, era imprescindível conhecimento no pacote Office e ter inglês intermediário e segundo grau completo. Quando exigem cursando faculdade, também pedem experiência, além de saber falar inglês e espanhol.
Nem todos tem a sorte de ter um tradutor a tira-colo. Nem todos tem a sorte de ter um emprego em que a globalização não bateu às portas.
Mesmo nos concursos públicos, em alguns, voce tem que escolher a lingua que voce prefere (ingles ou espanhol) para ser avaliado na lingua estrangeira.
A cada dia são muitos disputando vagas de trabalho, o que faz com que os critérios para avaliar sejam mais rígidos, para selecionar, se nào os mais capazes, os mais instruidos, que gastaram tempo e dinheiro em sua educação.
Daí, volta-se novamente a industria dos concursos, onde cursos especializados são comprados e garantem um melhor resultado nos concursos. Quem não estuda, quem não investe neste tipo de curso, não passa.
Eu tenho uma empregada, por não enxergar direito, não pode ser alfabetizada direito, entretanto, é uma das pessoas mais inteligentes e sábias que conheço. Apesar disso, apesar do conhecimento de vida dela, de toda a sua inteligência, de sua sabedoria, de ter uma personalidade de liderança, nem mesmo o Lula, que não tem preconceito algum, a contratia para ser sua secretária particular. ;)
Eu acho que temos, sim, que valorizar a educação; temos, sim, que valorizar a experiência; temos, sim, que investir muito mais na educação e darmos exemplo disso. Se contentar com migalhas? Isso é coisa de vira-lata.

(Falo prá caramba, né;))

Bruna disse...

O comlexo de inferioridade também é falta de cultura.

Marcio Nicolau disse...

O Lula tem razão ao afirmar que existe o preconceito em relação aos menos favorecidos e em relação aqueles que foram privados da educação escolar. No entanto, o presidente se confunde em seu discurso. Primeiro, exagera ao se comparar ao Nelson Mandela, embora, guardadas as proporções, a comparação até caiba. No entanto, ao afirmar isso, revela vaidade. A mesma vaidade que o tomou, cegando-o ao próprio ideal político. Tornou-se desafio pessoal, acima de tudo, assumir a Presidência, depois se reeleger e, por fim, eleger uma sucessora. Além disso, também, em seu discurso, o Lula revela ignorar o fato de que a contribuição política se dá em qualquer esfera social. A candidata Marina, por exemplo, é hoje vitoriosa, embora longe da Presidência, pois acrescenta ao debate político sua visão estratégica. Enquanto cidadã, simplesmente, possui ferramentas e poderá, operária, operar no país em construção. Todo gesto é político e não há, em princípio, cenário ou papel privilegiado. É bom dizer também que o Vinícius de Moraes, que o presidente cita como exemplo, pertencia a uma elite intelectual e, nem por isso, falava língua diferente das demais classes. Não se pode corrigir um erro, cometendo outro. A competência administrativa não se mede pelo conhecimento acadêmico ou ausência dele. O que não quer dizer que o Tiririca esteja apto a exercer um cargo público. O Lula, operário ou presidente, será sempre o cidadão brasileiro Luis Inácio da Silva e como tal, precisa reconhecer sua força e desistir da posição de vitma. Auto-piedade reduz. Auto-estima revela e enaltece qualidades.

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