Inclusão Social: somos mesmos todos iguais?

Muito se fala em projetos de inclusão social, em investimentos na educação, em planos de integração social com os menos favorecidos, valorização dos professores, etc e etc. No entanto, na prática, pouco se vê na realização desses projetos.

Somos mesmo todos iguais? É a pergunta que os pobres das favelas fazem, todos os dias, para as autoridades... E porque na teoria é uma coisa e, na prática é outra?

Inclusão Social: somos mesmos todos iguais?
"A inclusão social está ligada a todas as pessoas que não tem as mesmas oportunidades que outras dentro de uma sociedade".
É difícil acreditar que, em pleno século 21, pessoas sejam excluídas do meio social em virtude, apenas, de suas características físicas, como a cor da pele, a cor dos olhos, altura e formação educacional por exemplo.
Os excluídos socialmente são aqueles que não possuem trabalho e, não tem sequer, condições financeiras adequada aos padrões de vida impostos pela sociedade. Nem tem algo que lhes garanta uma situação melhor. O tratamento ainda é bastante desigual. As leis específicas, como as cotas de vagas nas universidades para negros, demonstra um exemplo disso. E sem falar das regras que tratam da inclusão de pessoas deficientes no mercado de trabalho.

O mundo sempre foi fechado para mudanças sociais. Somente em 1981, após um decreto assinado pela ONU, passou-se a enxergar as pessoas portadoras de necessidades especiais como merecedoras, igualmente, dos mesmos direitos que os outros cidadãos.
E mesmo com todos os avanços efetuados, hoje, em determinados lugares, ainda é possível ver gente sem acesso às escolas, ao cinema, a teatros, computador e, até as igrejas, entre outras coisas. O que é deveras lamentável.

Tudo isto, só confirma que, nossa cultura, ainda tem uma visão pequena, em relação à inclusão social e as diferenças. Pois subentende-se que, alguém só será valorizado, quando possuir fartos bens materiais ou, quando for financeiramente rico e independente. O que fomenta ainda mais os preconceitos.
Diante deste cenário é que, constatamos, o quanto a desigualdade social é grande e alarmante no país. E daí só resta-nos perguntar: Somos mesmo todos iguais?

Fiquemos na esperança de que, um dia, obteremos as respostas.

Este texto faz parte da Blogagem Coletiva Inclusão Social proporcionada pela Ester.
Obrigado, Ester! por esta oportunidade! :)

16 Comentários:

Paulo disse...

Não somos e nunca seremos iguais.
Talvez tenha mais oportunidades para uns do que para outros, mas quem tem o poder nunca irá permitir que os "menos" favorecidos alcancem um lugar ao sol.
Observe nossas leis. São iguais para todos?
E as boas escolas, a saúde, a moradia, a terra...
Esses projetos de inclusão social, como dar um computador é para enganar bobos, pois o que pode fazer uma pessoa com computador se mal sabe ler e escrever. É complicado!

Manuelle disse...

Não, Neto. Nunca seremos iguais.

Seremos iguais assim fisicamente, mas socialmente nunca. Em virtudes das politicas diferenciadas para uns e para outros, a diferença entre as pessoas é visivel e colossal.

ter um mundo onde todos sejam iguais e tratados por iguais é uma utopia.

E eu estou sendo sincera. beijos

abraao disse...

Já dizia o refrão daquela música:

Todos iguais, todos iguais, mas uns mas 'iguais' que os outros..."

Ricardo Rayol disse...

Enquanto quiserem executar a inclusão social nivelando por baixo sou contra. Não é justo eu ser discriminado porque estudei em boas escolas em detrimento de cotas criadas para mascarar a incompetência do governo em fiomentar a qualidade do ensino. Ou ter que pagar plano de saúde porque os cretinos burocratas não estão nem aí.

Odette disse...

Neto,
As pessoas mais antigas, isto é, que têm 80,90 anos não fazem a mínima idéia do que seja inclusão social, são muito mais preconceituosas do que a geração atual. Uma vez perguntei a uma senhora se ela sabia a diferença entre ela e a empregada. Antes de ouvir a resposta disse-lhe que a diferença consistia apenas no lugar e no ambiente social em que tinham nascido. Hoje já há mais mobilidade e inclusão social.Entretanto, uma igualdade total é uma utopia( que em grego significa o não lugar). Existe também há possibilidade de ir para Passárgada, poema magistral de Manuel Bandeira. Infelizmente é só poema.
Abraços,
Odette

Philip Rangel disse...

Muitas vezes pergunto como que simples atos de verdade como foi desempenhado pela Ester, nos faz entrar nesse mundo magico de verdade; esse mundo que ao mesmo tempo falamos de algo serio, encontramos novos amigos, novos conteudos. Isso se chama mudança, isso é incluir na sociedade, mostrando o que somos capaz. E hoje ao ler seu conteudo deparo com varias suspresas como essa, que faz eu parabenizar a vc.. pelo excelente trabalho...

Continuemos....abraços

"A gente nao faz amigos, reconhece- os"
Vinicius de MOrais

Compondo o olhar ... disse...

lindo seu texto, parabens pela bela participação nesta gde idea, a blogagem coletiva.


abraços

Éverton Vidal disse...

Mano. Não somos iguais. Temos diferenças que devem ser até exaltadas. Mas temos outras que devem ser combatidas. É uma pena que ainda sejamos tão fechados a esse tipo de mudança, como você disse no texto.

Mas nada de perder as esperanças e deixar de crer, lutar e sonhar. Nossas utopias podem virar realidade.

Parabéns pela participação nesta excelente blogagem.

Inté!

Damnati disse...

Inclusão Social hoje para mim significa dar 14% do imposto retirado do nosso suor para sustentar programas que enchem o bolso de vagabundos acomodados de norte a sul do Brasil.

Daniel disse...

Estou achando muito interessante ess projeto coltivo da Inclusão Social. Não podemos tampar nossa visão para aquilo que nos tá na cara, que é a desigualdade social imposta por esse modelo neocapitalista, e o que há de mais sórdino num ser humano que é o preconceito. Somos todos iguais e devemos nos importar com todos. Um abraço e parabéns pela iniciativa.

http://so-pensando.blogspot.com

Cristiane Marino disse...

Oi Neto!

Eu gostei muito do seu texto e do seu olhar. Todas as postagens da coletiva estão me fazendo pensar muito em qual meu papel perante tudo isso.

beijosss

A Itinerante - Neiva disse...

Neto,

Felizmente não somos todos iguais e graças a Deus não o somos, porque seria um mundinho bem tedioso este. Basta ler Admirável Mundo Novo para saber o que é viver em uma sociedade que iguala todos a uma mesma coisa e nivel.

São as diferenças que nos fazem crescer e é na luta pela superação das dificuldades que o homem cria e evolui.

É óbvio que uma pessoa educada, bem vestida e articulada projeta uma imagem de força, inteligência, enfim... Características com as quais todos se afinam e que assim obtém maiores facilidades não apenas no emprego como em todos os campos. E não vejo isto como algo errado. Ninguém quer contratar ou casar, p.e., com um(a) fracassado(a), com baixa auto-estima.

O que acho realmente errado é a diferença de oportunidades na educação para crianças e adolescentes e o preconceito com as pessoas portadoras de necessidades específicas ou por cor de pele.

Entretanto, olhando para o passado (e já disse isto aqui em outro de seus posts) creio que evoluimos muito.

Claro está que muito longe estamos do ideal e temos que continuar lutando pela igualdade de educação e contra o preconceito, mas saibamos olhar, ver e reconhecer os passos que a humanidade já deu neste sentido.

Porque não ver estes passos seria nulificar a luta de muitos que vieram antes de nós e que fizeram com que estes pequenos avanços se tornassem realidade e nos aproximassemos ainda que minimamente do ideal.

Desculpe se me estendi. :D

Beijos

Cris_do_Brasil disse...

Inclusão social para mim, é sinônimo de acessibilidade para todos... mas nao é bem isso que vejo, pelo menos no Brasil. E quando estamos fora, é que vemos ainda mais a diferença gritante.

Sobrelinhando - Valdeir disse...

Para obter a resposta à questão que você delineou em todo seu texto, basta sair à rua ou assistir à TV.

Não somos iguais, e nunca fomos. A desigualdade é consequência da exclusão por questões das mais mesquinhas até das gravíssimas.


Abraços.

Lis disse...

Infelizmente,só somos todos iguais na hora da morte!!Porque dela ninguém escapa!!Mas no nosso mundo real a vida é muito dura para muitos e muito fácil para poucos!!Até mesmo o nosso sistema judicial que deveria igualar as diferenças e agir com credibilidade e confiança nos decepciona.As pessoas de renda alta, quando vão presas são tratadas como alguém que, por acidente, tropeçou na lei. O pobre, porque é desonesto contumaz ou fraco de caráter. Os universitários têm direito a cela separada. O delegado trata uns com deferência e outros com desprezo. Os crimes contra os pobres, a esmagadora maioria, não geram protestos. Os crimes contra os indivíduos de renda alta provocam declarações retumbantes de políticos e governantes. E assim,caminha a humanidade
Bjus e até mais

Anônimo disse...

a inclusao social é um coisa muito seria ate demais muitas pessoas vivendo na rua nao tendo o que comer e vc ai no bem bom as vezes eles podem estar com uma doença séria e vc nem ai ta ligado nesso esse é meu comentario bjs pessoal

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