O que eu aprendi sobre Direito com Gilmar Mendes

Tem muita gente (muito jurista) criticando o Ministro Gilmar Mendes, mas eu, como estudante e apreciador do estado democrático de direito, aprendi muita coisa que não sabia com ele. Por exemplo:

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1 - Aprendi que o poder de uma sociedade democrática não emana do povo, mas sim do "ego" dos juízes.
2 - Aprendi que, uma vez sendo presidente do STF, deve-se tomar decisões como um político e não como um juiz. E também não dar ouvidos à opinião pública.
3 - Aprendi que banqueiro é um cidadão privilegiado e pode impetrar habeas corpus no STF contra decisão de juiz de 1° grau sem passar pelas instâncias inferiores. E que o STF pode conceder o habeas corpus sem ver o processo.
4 - Aprendi que uma decisão judicial com mais de 150 páginas pode ser carente de fundamentação, mas que a decisão de um ministro do STF que concede salvo conduto a um rico empresário, é bem fundamentada.
5 - Sei agora que integrantes do Ministério Público ao invés de defensores da ordem jurídica são na verdade "gangsteres".
6 - E também aprendi sociologia. Ao saber que banqueiros são a parte mais fraca da sociedade (e não os pobres, como eu achava). E que eles são covardemente oprimidos pelo Judiciário, pela Procuradoria e até molestados pela Polícia.

Obrigado Sr. Ministro! Por esses (des)serviços prestados aos meus estudos!

7 Comentários:

Mallmann disse...

Olá J. Neto.

Eu creio que na realidade eles não devem dar importancia para a opinião pública mesmo, pois a opinião pública é facilmente manipulada pela mídia.

No entanto, foi infeliz a declaração sobre as algemas, uma vez que nenhum ministro do STF nunca se doeu quando o pobre é preso algemado e torturado, muitas das vezes.

O que posso dizer? Nem mesmo eu tenho o que dizer em favor do direito.

Do jeito que as coisas estão, o cargo de presidente do STF ser político, é um risco para a sociedade.

Parabéns pela analise feita em seu blog, e por expor esta situação aos seus leitores. É disso que o país precisa: mobilização, vinda de todas as direções, é isso mesmo que temos que fazer, nos insurgir contra todas as irregularidades, estejam elas onde estivere, seja no legislativ, no executivo ou no judiciário.

Grande abraço!
Mallmann

Rodrigo Piva disse...

Belo artigo!
Infelizmente ainda vamos aprender muito mais com o Gilmar Mendes se este não rever um pouco seus conceitos.

Um abraço

Lucho disse...

Agora, o que resta a fazer é pegar o diploma e rasgá-lo. :)

Saramar disse...

Neto, além da arrogância que atropela a lei que deveria proteger, a atitude das autoridades brasileiras ainda tem este mais grave e perigoso aspecto: o exemplo, no caso, o mau exemplo.
Aprendemos, nossos jovens aprendem todos os dias que quem mente e se aproveita da ignorância alheia é sempre vitorioso.
Aprendemos, com as autoridades, que mentir, enganar e tripudiar sobre a impotência do cidadão é condição sine qua non para a manutenção do poder.
Aprendemos que comprar consciências é prática normal e arma "para se dar bem".

A crueldade de quem nos governa, nos três poderes é muito maior quando, por suas ações deliberadamente, incitam à glorificação do ilícito, do ilegal, do imoral.

beijos

Anônimo disse...

muito boa observação feta por J.Neto confirma que nas salas de audiência , o crucifixo indica : abaixo de Deus , eu !!!!!!;

Anônimo disse...

Àureo Hermínio de Castro Dalton (ahcd77@brfree.com.br)

Aprendemos também com o GM:
- expedir 'habeas corpus express'
- expor (sempre) na mídia que bandidos têm mais direito do que cidadãos honestos (liberando-os inclusive das algemas e noticiando que o único julgamento que vale é o do STF - que dificilmente julga alguma coisa e jogando na lama toda a estrutura da justiça);
- a ser um membro do STF mesmo avaliado pelo jurista Dalmo Dallari na época de sua indicação ao STF, que disse “Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. O Jurista lembrou ainda que Gilmar recomendara ao Poder Executivo desrespeitar decisões judiciais;
- a ser um membro do STF mesmo tendo tido a maior rejeição registrada em indicações ao STF com 15 votos contrários;
- a achincalhar publicamente a PF, MPF e Justiça de 1ª Instâncias que nunca atuaram de forma tão exitosa como agora

- a ser é um exemplo de discrição, pois somente fala por meio dos autos, nunca na imprensa

- a defender a velha máxima “aos inimigos os rigores da Lei, aos amigos as benesses da Lei e aos q. não são nem um nem outro apenas a Lei” como o próprio Diabo que tentou Jesus usando a Bíblia

Realmente um exímio PROFESSOR.

Sálvio Nienkötter disse...

Belo blog!

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