O pai, a mãe, os filhos e a delicada questão do Exame de DNA

Esse é um assunto polêmico, mas, tudo aquilo que começa no erro ou que se constrói com mentiras, sempre acaba mal. Essa semana, Época publicou uma reportagem sobre família em que retrata as dores que sente um pai quando descobre que o filho não é dele. Fala sobre as mentiras da mãe, mostra depoimentos exclusivos e questiona a importância que se dá ao exame genético como única prova material. Da reportagem, que é excelente, destaquei a história de Jonas, transcrita abaixo.

Por sete anos, Jonas sustentou uma menina que acreditava ser sua. Depois do exame de DNA, ele descobriu que ela não era. Então, nunca mais viu a criança.

exame-dna-filhos

Em 1996, Jonas namorou uma moça chamada Helena por dez meses. Depois da separação, eles ainda passaram a se encontrar casualmente. Em um desses encontros, Helena disse que estava grávida. Jonas tinha na época 21 anos, era camelô e vivia com os pais. Ele dizia que não queria se casar com Helena, mas, durante a gravidez, acompanhou o crescimento do bebê e montou seu quarto(...) A menina Luísa nasceu e estava com 2 meses quando o casal, finalmente, resolveu morar junto. Jonas disse que a menina não era parecida com ele e, por causa dos comentários dos amigos, começou a desconfiar. “Sempre tive dúvidas.”

No primeiro ano de Luísa, eles fizeram uma grande festa, mas o casamento começou a desandar. Quando a bebê tinha 1 ano e meio, eles se separaram. Luísa ficava quinzenalmente com o pai, na casa da avó. Jonas diz que nunca conseguiu se doar completamente à menina. “Eu gostava dela, mas a dúvida bloqueou o amor de pai. Fiquei com medo de sofrer”, disse. Em 2000, antes de Luísa completar 2 anos, Helena quis acertar a pensão alimentícia. No fórum, ficou estabelecido que Jonas pagaria um salário mínimo – que naquele ano equivalia a R$ 151, mais 30% desse valor, ou seja, R$ 196 mensais. “Eu comprava leite, fraldas, mas não dava toda a pensão.”

Em 2007, Helena entrou novamente na Justiça para exigir um acerto retroativo referente à diferença entre o que Jonas pagava e a pensão estabelecida pelo juiz. Segundo o advogado de Jonas, o valor era de R$ 24.700. “Levei um susto. A gente se mata de trabalhar e ainda fica devendo?”. No Brasil, a legislação estabelece que se o pai não pagar pensão pode ser preso.

Antes da audiência, em outubro de 2008, Jonas resolveu entrar com uma ação negatória de paternidade e, por conta própria, fez o teste de DNA. Ele recolheu um pouco de cabelo e cutícula da menina e fez um hemograma, sem que a mãe soubesse. Quando, numa audiência judicial, o juiz perguntou por que ele não pagava toda a pensão, Jonas apresentou o resultado do teste de DNA que mostrava que ele não era o pai de Luísa.

Diante do juiz, Helena acabou confessando que ele não era o pai biológico da menina. Ao saber pela mãe que Jonas não era seu pai, Luísa “ficou desesperada”. E exigiu ver o pai. Pessoalmente, Jonas confirmou a história para a menina. Ele diz que nesse dia todos de sua família choraram, mas ali acabava o vínculo que tinha com a criança. O juiz suspendeu o processo e exigiu um novo exame de DNA, que está marcado para este mês. Para a advogada Regina Beatriz Tavares da Silva, doutora em Direito Civil pela Universidade de São Paulo (USP), não se pode, em hipótese alguma, obrigar alguém que descobre que não é o pai biológico a conviver com o filho na marra. “Convivência indesejada é péssima para a criança. Sou favorável à verdade. Fraudes nas relações familiares são perversas” afirmava ela. (a matéria completa)


Profissionais do mundo todo criticam esse "poder" que é dado ao exame de DNA como prova conclusiva, mas, por outro lado, questiona-se também o porque das mulheres não dizerem logo a verdade a seus companheiros, e arrastarem esta condição por anos e anos causando dor e sofrimento à criança. A pergunta é: se o homem, pai ou ex-pai deve ter responsabilidades, então, afinal, que tipo de mulher mãe é essa?

18 Comentários:

Daniel Savio disse...

É algo complicado Neto, pois para mim deve ter a possibilidade do teste de DNA para resolver qualquer dúvida.

Mas não concordo que ele diga não é minha filha, pois se ele doou amor, tinha carinho e sim filha dele (apesar de não biologica).

Fique com Deus, menino Neto.
Um abraço.

Fábio Mayer disse...

O moderno direito de familia prega a importância dos laços afetivos, não dos biológicos.

Se Jonas apegou-se à criança a partir da ação da mãe dela em indicá-lo como pai, ele é pai, a mãe não teria direito de tirar a criança dele, nem mesmo com exame de DNA comprovando que biologicamente ele não é pai. A criança poderá ter dois pais, mas não pode ser privada daquele que lhe dedicou carinho independentemente da situação biológica.

É certo que existe uma desonestidade da mulher para com o homem em caso assim, de dizer que ele é pai e aceitar a pensão e depois mudar de idéia e voltar atrás. Mas o laço afetivo não pode ser afetado. Penso que se um exame de DNA diz que um pai amoroso, que adora seu filho, não é o genitor biológico, ainda assim ele continua pai, com os mesmos direitos e obrigações.

Porém, se ele enjeita a criança a situação é diferente, daí cabe até danos morais... mas desde que não afete a criança, porque, afinal, ela não tem culpa das asneiras feitas pela mãe.

Claudinha disse...

Lastimável quando uma pessoa mente a outra para manter um relacionamento. Entretanto mais lastimável ainda que um homem seja capaz de abandonar uma criança, rejeitá-la por não ser fruto de seu sêmen. Que ele esteja com raiva de ter ser ludibriado (na opinião da grande maioria - eu não acredito nisso pois o cara assume o risco ao não usar preservativo) se pode aceitar, mas que direcione seu sentimento negativo à pessoa origem da ação. Talvez tenhamos aí mais uma criança com problemas de relacionamento e propensa a repetir a história.
Abração

Daniel disse...

A tecnologia tá aí pra isso! Se há alguma dúvida sobre a partenidade, por quê não usar tal artifício? Tem texto novo no Sub Mundos. Um abraço.

http://submundosemmim.blogspot.com

Roberto Hyra disse...

A verdade deve ser dita sempre. E nenhum pai verdadeiro poderá ser substituído por um outro.

As pessoas costumam dizer que há males que vem para o bem, mas ninguem nunca diz que "há bem que vem para o mal." Essa superproteção, por exemplo, que as mães e os pais dão à seus filhos, é um bem que, futuramente, será um mal na vida dos garotos.

Sonia disse...

Lendo esta reportagem da revista, dá até vergonha de ser mulher. Enquanto um grupo de mulheres trabalha, estuda, luta pela igualdade de seus direitos, um outro, imenso, usa vidas para benefício próprio. Golpe da barriga pela pensão alimentícia, acesso ao patrimonio do homem é vergonhoso, é pior que prostituição!!! A falta de preservativo é responsabilidade dos dois, se há dúvida qto a paternidade divida com o parceiro e faça o teste, mas explorar uma criança, é inadmissível. Qdo nossa sociedade realmente crescerá?

renata camurça disse...

Acho que os homens devem pedir sim o exame, pois os filhos estão sendo usados como moedas de trocas por muitas mulheres. Tenho pena das criançãs isso deve dar um nó na cabeça, sempre os inocentes e mais frageis sofrendo.

Kingston disse...

A todos que estão dizendo que o pai que descobriu que não é pai ainda tem obrigações, estão falando isso pq não é com vocês.

Esse homem deve ter o direito de escolher se vai continuar sendo o pai dela, não a obrigação. Estão querendo encobrir o erro da mãe com outro erro e usando a justificativa do "a criança não tem culpa", "a criança não pode sofrer". E o suposto pai, tem culpa? Ele é obrigado a sustentar uma criança que é o retrato vivo de um relacionamento baseado em mentiras?

Se ele não se sente preparado emocionalmente para tanto, não deve ser obrigado a continuar pai. E se vivemos em uma sociedade onde homens e mulheres têm direito e deveres, e um homem pode ir preso se não pagar a pensão de uma criança, o que fazer com a mãe que enganou a todos, inclusive à criança? Acredito que ela não deveria ser presa pois isso só prejudicaria a criança, mas ela deveria ser punida de alguma forma.

Anônimo disse...

Filho se faz com duas pessoas. Se o cara nao estava pronto para ser pai e assumir a responsabilidade, usasse preservativo. Ninguém está minimizando o erro da mae ao esconder a verdade, mas é também responsabilidade masculina se prevenir. Tivesse ele dito nao ao sexo sem protecao, ele nao teria duvidas de que a filha nao é dele, e o plano da mulher teria ido por agua abaixo. Nao se sente preparado emocionalmente, mas na hora do bem bom sem protecao estava todo cheio de energia né?
Que fique uma licao aos dois palhacos - a mae e ao pseudo pai.

Marcio disse...

E depois os homens são sempre os culpados...

Na atual sociedade em que se discute a maior liberdade da mulher falta discutir o novo papel dos homens, lembrar que temos emoções e direitos inclusive paternos, no final o que se vê é a crença de que não importa como seja a mãe e melhor que o pai e ponto.

pablo disse...

Vagaba, prostituta e golpe da barriga sim senhora, não adianta minimizar, esta mulherplanejou tudo antes.

Tem muitas mulherzinhas por aí que USAM O CARA apenas para ter um filho, e depois dão um pé na bunda deles. São mulheres premeditadas, maquiavélicas, que não tem sentimento nenhum, nem respeito nenhum, pelo homem pelo filho que vai nascer e nem por ninguem.

A intenção delas em ter um filho é pra ver se isso ameniza o instinto ruim e desumano que elas tem dentro de si. Essa é a VERDADE OCULTA que elas não querem e nunca vão revelar à ninguem.

eu conheço essas "pecinhas"

Anônimo disse...

olá a todos,estou passando por isso.tive um relacionamento a sete anos.me separei e uns 3 para 4 meses depois soube pela mãe dela que estava gravida a mãe pediu que eu entrasse em contato com ela para conversar.fui a esse encontro ela tinha feito as contas já pra falar pra mim quando tinha sido a ultima relação.eu acreditei nela acompanhei a gestação e eu cheguei a alugar uma casa pra morar com ela,pois nem a familia queria ela junta deles,fiquei com pena de ver ela nessa situação e fomos morar juntos.a criança nasceu mais antes ate dentro da familia ,ficavam jogando piadinhas sobre a criança.apelidaram ele de cadinho.eu pensava que era por que era um jeito de chamar cadinho por que era filho de ricardo meu nome.quando ele nasceu ficarão doidos pra ver ele na maternidade.a mãe dela entrou no quarto querendo ver de que cor era os testiculos dele.tirou a fralda dele,e falou com ela assim.esse menino não e filho dele não,ela se assustou e falou pra mãe parar de falar aquelas coisas por que eu ja não queria registrar ela falando assim talvez eu desistiria de vez.ela é morena clara eu sou caucasiano.ele foi crescendo e foi ficando mais para cor negra o cabelo tambem foi ficando com todas as caracteristicas de pessoas negra.os desentendimentos aumentaram e eu me separei dela.mais nunca deixei de dar a pensão dele,mais ou menos 23 % do meu salario.até hoje dou esse valor nas mãos dela.ela nunca pediu a pensão dele pela justiça.ele já ta com 7 anos.não se parece nada comogo e tambem por causa disso eu não consegui me apegar a ele como pai.agora a pouco tempo eu descobri que ela ja contou pra ele que eu não sou pai dele,e o pai verdadeiro visita ele quase sempre.e que sou motivo de chacota entre os familiares dela até hoje.decidi fazer o exame de DNA ,falei com ela sobre o exame ela falou que ia perguntar a criança se ele queria ou não fazer o exame.entrei em contato com ela ela respondeu que não ia fazer por que ele não queria.mias fui insistindo tudo por telefone,por que ela nem exije mais que eu vá ver ele,deve ser por que o pai verdadeiro anda vendo ele com frequencia.e ele nem me chama mais de pai quando falo com ele no telefone.gostaria de saber se ela não fizer esse exame , eu posso entrar com um processo contra ela e que o juiz vá exijir dela esse exame.e se eu posso parar de dar pensão até se resolver essa situação.lembro a voces que não ha nenhum pedido de pensão da parte dela ate hoje,eu sempre dei por acreditar que era meu filho.obrigado a todos pela atenção e fiquem com DEUS.

J. Neto disse...

Olá Anonimo!

Você deve procurar a Defensoria Pública de sua cidade, e o juiz de lá vai intimar ela (a mãe da criança) a fazer o exame de DNA. É melhor que isto seja feito logo do que você permanecer com esta duvida sobre se ele é filho seu ou não.

A criança não pode ficar sem saber a verdade de quem é verdadeiramente o pai dele, e não pode ser "objeto de uso" de uma mãe irresponsável ok!

Abraço!

Anônimo disse...

Ola a todos..Li tdos os seus comentarios! Qria fazr um desabafo....Eu tive um relacionamento com uma pessoas uns 4 meses,brigavamos mto por ele ser usurio de maconha,nao aceitava.Nos separamos e tive uma noite com outra pessoa,os dias passaram e nao vi mais esta pessoa. Um dia este meu namorado liga e diz q sua avo havia falecido,fiquei triste por ele,evacabamos voltando,dpois d uns dias comecei a sehtir enjoo....fiz um teste d farmacia e descobri q estava gravida. Porem nunca me passou pela cabeca ser meu filho de:-)uma noite klker. Esse meu ex namorado,me ajudou na gravida tda,o nenem nasceu,e de fato parecia mais comigo do q com ele. Apatir do dia q meu filho fez dois meses comecei a notar a semelhanca dele com a outra pessoa,fikei desesperadaaaa! Mas ele nunca notou,e nunca disse nada pra mim. Fikei encabulada,e procurei a outra pessoa pra faxr o DNA pra tirar essa duvida....o resultado deu positivo!!! Meu nem ja esta com 4 meses,extou com o resultado porem nao sei kmo dar a noticia:-)ntenhu um certo receio pela protecao minha e do meu filho. Ao contraro do q vcs dizem,q na maioria dos casos e por algum interesse,financeiro,amoroso,etc.....meu caso nao foi nenhum,pq o verdadeiro pai eh rico,o meu ex eh rico...e eu nao tenhu nenhum sentimento afetivo para com eles....e tbem nunca cogitei a hipotise de meu filho ser de uma pessoa q tive apenas uma noite. Estou num dilema,nao sei kmo dar esta noticia agora,nem como falar,nem qual a reacao? Me auxiliem,por favor quem ja passou por isto. Sei q agi errado,porem estou querendo vorrigir logo isto rapido pro meu filho nao sofrer,e mto mais ele.....att

J. Neto disse...

Olá anônima!

Se você já fez o DNA com seu ex então ele já deve estar sabendo que o filho é dele ok! O seu ex deve assumir a paternidade. Resta a você contar a verdade a seu atual, pois viver na mentira é pior ainda que o sofrimento.

Quando a verdade é descoberta cedo ainda dá pra remediar, tarde é que fica mais difícil. Crie coragem e conte a verdade à seu marido atual ok!

Anônimo disse...

Obrigado pela forca J. Netto.... Porem so nao sei kmo comecar a falar....o meu ex disse q ele pode tentar fazr alguma maldade kmigo qndu souber! E me sugeriu q eu esperasse mais uns dias pra vermos qual a melhor atitude a ser tomada.

Willy disse...

Aconteceu algo parecido comigo, mas eu tinha certeza de que a pessoa era o api, eu nao estava arrastando nada, tanto que ele um cara totalmente frio e que só queria saber de mim usou a minha filha para se aproximar, pois eu me separei quando minha filha tiha 6 meses, nunca exigi nada, apenas a presença, o que nem isso ele fazia... com o tempo desisti, eventualmente ele pegava a criaça e a fazia chama-lo de pai...com 7 anos de idade descobri que eu tinha cancer e achei q iria morrer, foi qdo entrei com pedido de pensao, nao pelo dinheiro, mas sim pela figura paternal... so entao ele pediu exame de DNA, cai de cara no chao qdo foi-se descoberto que ela nao era filha dele....o processso rola, aceitei a negatoria de paternidade, mas agora ele exige que eu pague todas as custas e todos os gastos, o q eu nao tenho condiçoes. O q me perturba é: Se ele tinha duvida pq nao fez ou pediu o exame de DNA antes? Pq deixou correr esse tempo todo? e ainda teve tentativa patetica de criar vinculo com a criança?

Celso Araujo disse...

Bom dia a todos, me chamo Celso , descobri através de um exame de dna, depois do meu suposto filho está com 13 anos de idade, que ele nâo é meu filho biológico. A mâe dele sempre usou a criança para atrapalhar a minha vida, nâo podia me ver com nenhuma mulher, que ela fazia a cabeça da criança para atrapalhar minha vida conjugal quando eu pegava
a criança para passar um período comigo. Há mais ou menos uns 2 anos atrás, minha esposa atual me alertou na possibilidade dele nâo ser meu filho, ela dizia que nao via uma atitude de amor de filho da parte dele comigo, e que o meu proprio filho já havia escutado a mãe dizer que eu não era o pai biológico dele. O próprio parceiro da mâe do meu filho me telefonou dizendo que tinha 99% de chances dele não ser meu filho, que não achava justo o que ela estava fazendo comigo e que todos na casa dela e todos onde ela mora sabiam que eu nao era o pai biológico dele. Até o meu susposto filho também sabia disso, que ele se encontrava com o pai verdadeiro e ganhava varias coisas dele, como dinheiro, pipas, linhas, tudo que uma criança da idade gosta. Diante de todas essas evidências, resolvi fazer o exame de dna ha um mes atrás. E infelizmente todas as evidências se concretizaram no exame, realmente eu nao sou o pai biológico dele, nem tenho conseguido dormir direito, e ainda nem tive coragem de contar para a minha família sobre isso. Estou seriamente pensando em fazer uma açao negatório de paternidade e processar essa mulher pelos danos causados na minha vida. Gostaria muito da ajuda de vocês e fiquem todos com Deus.

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