
Após a Espanha, agora quem está no foco dos temores é a Itália, a terceira maior economia do continente. O problema é que, Espanha e Itália, mesmo com a sua condição que lhes garante o socorro financeiro pela União Europeia, parecem estar na mesma situação de fragilidade de outros países que pediram ajuda para saldar suas dívidas. Ou seja, a zona do euro, a cada dia, se mostra mais ameaçada que nunca.
Todas as nações do mundo e a economia globalizada está em suspense, de olho no destino da Europa e na expectativa da recuperação consistente de uma crise que se arrasta há quase cinco anos e continua assombrando.
Nesse cenário, as palavras da atual diretora do FMI, Christine Lagarde, que em entrevista à rede de TV CNN, afirmou que a moeda europeia tem menos de três meses para ser salva, em nada serviu para melhorar o clima já tenso. Ainda mais que, na esteira desse processo de turbulência no mundo dos ricos, o Banco Mundial reduziu a projeção do crescimento global deste ano para 2,5%. E advertiu os países em desenvolvimento e os emergentes para estancarem suas dívidas.

O presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, disse acreditar que o horizonte da crise internacional é de pelo menos mais dois anos. De acordo com as estimativas do Banco Mundial, os países emergentes devem ter um crescimento médio de 5,3% este ano, bem diferente da zona do euro: lá, a perspectiva é de um recuo de 0,3% na economia.
Pois é. Com este cenário de incerteza desenhado para o futuro próximo, é provável que os europeus vá recorrer aos emergentes, pois seus orçamentos precisam ser enxugados, o crédito é limitado e o investimento privado lá enfrenta o receio da insegurança. Melhor dizendo, todo cuidado é pouco aqui no Brasil, porque o pessimismo na Europa é dominante.
Primeiro temos que lembrar que historicamente o desemprego na Espanha sempre foi alto, na faixa dos dois dígitos, é uma característica do país, ditada pela tentativa dos espanhóis de fugirem da alta carga tributária. Desemprego de 20% na Espanha é tido como normal pelos governantes, porque a menor taxa das últimas décadas esteve em 17 ou 18%.
ResponderExcluirO Brasil é um país emergente mas não vai emplacar 3% de crescimento do PIB neste ano, porque o governo Lula não fez a lição de casa, que era reformar o Estado e diminuir suas despesas de custeio, coisa que o governo Dilma também não faz por falta de apoio político, por falta de competência e por falta de vontade mesmo, já que busca-se formas de arrecadar mais, como a carta-frete eletrônica que está sendo imposta pela ANTT. O Brasil hoje tem uma quantidade absurda de pessoas lotadas em cargos de comissão drenando recursos públicos sem melhoria dos serviços públicos, e não há no horizonte NENHUMA preocupação em conter o aumento de despesas de pessoal que tem sido sistematicamente maior que o aumento do PIB e da arrecadação tributária, que por sua vez também aumenta todos os anos tornando-se um fardo para a sociedade.
E essa crise do Euro, se analisada em conjunto com a Rio + 20 dá resultados interessantes: o FMI tem um fundo de 450 bilhões de dólares que seriam usados para salvar bancos privados que emprestaram dinheiro para qualquer zé-ruela e aplicaram seus recursos em negócios fantasiosos e títulos de países sabidamente podres, mas ninguém aceita criar um fundo miserável de 30 bilhões de dólares para disseminar sustentabilidade pelo planeta. Uma vez que estes bancos recebam esta bolada, eles simplesmente ficam saneados pagando as menores taxas de juros possiveis para governos, e ao mesmo tempo estão livres para autorizarem seus corretores imberbes recém saídos das faculdades a especularem com papéis e países podres e gerarem lucros meramente escriturais para aumentar os bônus dos próprios corretores e dos diretores das instituições, é a prática Lehman Brothers se disseminando em escala global e cada vez mais agressiva!