O texto que você vai ler abaixo foi escrito para este blog por Pâmela Rodrigues, uma blogueira apaixonada por internet e antenada com assuntos do coração. Visite o blog dela para conhecê-la melhor. Eu recomendo. :-)
Como uma mentira mal contada eu desejei você. Calma, eu posso explicar. Parecia mentira querer você. Logo você que era TUDO de diferente de mim. Você que não chegava nem perto do "modelo" de beleza e comportamento que eu "admirava". Eu gosto dos homens altos, mas você é alto demais. Gosto dos sérios, mas sua arrogância supera qualquer seriedade. Não tenho problemas com signos, mas você é virginiano e isso já é pedir demais.
Você não é gentil como os príncipes dos contos de fada que eu cresci lendo. Nem faz o estilho "olhos brilhantes" ao ver uma mulher. Você é até grosseiro, se comparado aos príncipes. Assim, como desejar logo você? Não combinava com meus padrões.
Meu radar de seleção natural, em qualquer avaliação "meia-boca" eliminaria você na primeira análise. Você não é daqueles que se sonha nas rodas de meninas durante a adolescência. Tenha absoluta certeza disso, você não é.
Mas a vida... você sabe, né??? A vida prega peças. Brinca com os roteiros que a gente traça, mesmo se tudo for feito bem direitinho. A vida tem uma ciranda descompassada. Ela não segue o cronograma que esboçamos. Ela é sapeca feito criança, escolhe os caminhos mais difíceis, porque geralmente soam mais atraentes...
Essa é a palavra - atraente. Quando vi você me olhar pela primeira vez eu pensei - desengonçado, gordo, muito alto e com cabelo despenteado, mas que olhar! A maneira como você me olha deveria ser patenteada. Sim, eu posso dizer que é a maneira como você ME OLHA porque eu já vi olhares seus pra outras mulheres. Uns de desejo, outros de carinho, alguns que eu não gostei, mas nunca nehum como os que você lança pra mim. Ninguém ganha esse olhar. Esse olhar, que me prendeu em você é só meu.
De certa forma é bom porque é tudo o que eu tive de você até hoje. Entretanto, por outro lado é muito ruim, porque seu olhar me fez querer você. Ah, não se alegre! Não é carnal. Eu não quis um beijo, ou um abraço. Eu quis conhecer você. Conversar com você. Poder olhar você, sem que fosse sempre de modo disfarçado. Quis muito poder olhar você. Até que não seria ruim receber uma ligação sua, de forma despretenciosa.
Justamente você. Não era pra ser você. Era pra ser o David Beckham; o Colin Firth, sei lá quem mais, menos você. Você foi a maior peça que a vida me pregou. Tive que vencer meu orgulho e baixar minha guarda pra poder me aproximar de você. A menina mimada teve que deixar sua redoma cor-de-rosa, porque o príncipe não iria me resgatar na torre. Eu tive de descer sozinha as escadas, me pôr diante de você e dizer que não tivesse medo porque nosso querer era o mesmo. Lindo conto de fadas!
Sem castelo, sem cavalo branco (sempre odiei a parte do cavalo branco e da carruagem, mas....), sem canções (amava as canções), com muitas bruxas (as bruxas vieram, né?!?!?) e sem fada madrinha (essa eu preciso até hoje). Não faz qualquer sentido que meu coração só lembre de você. É quase um castigo. Pra onde foi o encanto, a magia, o mistério, a surpresa do amor...? Se todos os homens fossem como você não haveria nem branca de neve. Então que há nesse seu olhar? Que mundo inteiro eu encontro nele a ponto de me perder em você?
Por que você lança esse olhar só pra mim? Se por um minuto você conseguir livrar-se dos seus fantasmas, pegue minhas perguntas, minhas infinitas interrogações e faça, de uma vez por todas, nosso mundo girar, movido pelas falas retidas em nossos olhares, por todos esses anos.
Pâmela Rodrigues