Diante da possibilidade de Dilma Rousseff ser eleita já no primeiro turno como a primeira mulher presidente do Brasil, segue com um misto de surpresa e em constantes erros a estratégia da campanha tucana do candidato da oposição, José Serra.
Caindo nas pesquisas, Serra, cada vez mais, continua errando feio. Prova disso foi quando tentou associar o seu nome ao de Lula na TV, como o melhor candidato à continuidade do atual governo e, logo após, numa posição vacilante, criticar o governo. Ou seja, sua campanha está sem definição. Sem rumo. Sem convicção e atônita.

José Serra não é um candidato ruim, e foi um bom governador no estado de São Paulo, mas, alem do azar, tem problemas crônicos de conteúdo, de ação e atuação. E os erros, incrivelmente infantis de sua campanha, não condizem com a figura que ele tanto prega de um político mais 'experiente' para governar. Na verdade, penso que os erros dele começaram em 2002. Vejam:
1 - Em 2002, ao concorrer pela primeira vez, Serra o fez na base da imposição ao ex-presidente, FHC – que, no íntimo, sabia do seu impulso desagregador e de sua fragilidade política.
2 - Em 2006, na disputa com Geraldo Alckmin para ver quem iria ao planalto, Serra esticou até onde pôde sua decisão, e atrapalhou uma campanha que poderia ter sido bem-sucedida.
3 - Agora, em 2010, e antes do período eleitoral, Serra tambem bateu o pé dentro do partido para que seu nome fosse escolhido, sem sequer permitir ao concorrente, Aécio Neves, o direito a prévias.
4 - Serra também errou quando, no início, se acomodou diante da vantagem numérica que possuía sobre Dilma e Marina (por simples inércia, diga-se), e errou mais ainda ao acreditar que Dilma seria facilmente descontruída no confronto entre seus currículos e suas experiências administrativa.
5 - Serra errou de novo ao desconsiderar partidos aliados com sua postura senhorial, e errou no 'timing' da formalização da candidatura.
6- E por fim, Serra tambem errou na escolha do vice Índio da Costa. Um zé ninguem que se mostra inepto para a função pretendida.
Com falta de recursos financeiros e o desânimo tomando conta de sua campanha, os aliados o abandonam e, hoje, para tentar diminuir a distância que o separa da Dilma, Serra e sua equipe procura incessantemente um fato novo (e criar um factóide) para levar o pleito, no mínimo, ao segundo turno. Parte para o ataque na base do tudo ou nada, e vale-se de qualquer coisa: "Quebraram o sigilo fiscal dos amigos do PSDB? Foi Dilma que fez. O PT tem ligação com as Farc? Foi a Dilma quem começou. Uma ditadura está sendo construída no país? É a Dilma que fará..."
O desespero apenas aponta para a sua derrota. Hoje, faltando ainda 30 dias até as urnas, Serra está cada vez mais perdido - e esquizofrenico.























