Em relação ao acordo nuclear Brasil-Turquia-Irã, acredito que os EUA não gostou de ver sua posição de xerife do mundo ser colocada em xeque pelo tratado. E a última declaração da secretária dos estados americanos, Hillary Clinton, revelou isso. A maneira como os EUA executa sua politica externa remonta aos tempos do império britânico, quando aliados sabujos eram recompensados com umas migalhas, e os desafiantes eram alvo de sanções ou guerra. É a tal política do "quem não está comigo está contra mim", e que assim seja.
Entretanto, não se pode mais admitir esse tipo de politica coercitiva no século XXI. Os EUA, como potência naval e econômica, deveria usar da "diplomacia" para resolver suas querelas com o mundo e não ficarem impondo - baseando-se nas mais de 4.000 e tantas ogivas nucleares de que dispõem para fazer medo. Porque esse mau exemplo agora? O que temem? Teria a ver com o crescente fortalecimento econômico das nações emergentes e seus modelos únicos não-americanizados?
Resta-me então saber, de fato, qual é a posição oficial do Obama nestas questões (ele foi prêmio da paz, não foi?). Até porque a secretária de estados, Hillary, está aparecendo e mandando mais do que ele, transformando-o de presidente em marionete. Afinal, quem é que manda naquele país?
Mais: eu posso mesmo não gostar da política externa do Brasil em vários aspectos - e já a critiquei muito aqui por isso -, mas tenho que concordar com a frase do Celso Amorim quando disse: "O Brasil não negocia de cabeça baixa". É verdade. O Brasil não é mais o mesmo e deve ser respeitado no mundo. Não é mais um país mero expectador e subserviente das potências. Este modelo é coisa do passado (apesar de ainda existir na 'cabeça' de alguns americanizados por aqui), e é de um passado que se foi e não volta mais. E que deve permanecer morto e enterrado.




















