Dados do Caged confirmaram que o desemprego está mesmo em baixa no país. O comércio varejista e o setor de bens e serviços foram os que mais empregaram, e ainda continuam a empregar as pessoas. Não falta oportunidade, o que falta é qualificação. Aqui em PE, já surgem por todos os lados vários cursinhos pré-qualificação, na intenção de profissionalizar quem ainda está fora desse mercado.
O empreendedorismo é outro setor que está bombando. Vendedores de cachorro quente em vans domésticas, ou em praias, chegam a faturar até R$ 100 reais por dia. Pessoas que vendem perfumes e estão na informalidade tambem faturam uma boa grana. O panorama é bom para todos. Devido à refinaria de petróleo em Suape, muitas são as empresas que aportam por aqui: WalMart, Perdigão, Bumge, etc. Terrenos para construção de fábricas e casas estão supervalorizados. As imobiliárias e os corretores imobiliários, estão sorrindo a toa com as vendas.
O Natal deste ano promete, e para as classes
C e
D, será o melhor natal dos últimos tempos. Todo mundo está trabalhando de carteira assinada e com dinheiro no bolso. Aqueles que vivem no mercado informal, disputando seu lugar ao sol, tambem estão se dando bem. Montam suas minilanchonetes, suas barraquinhas, vão à luta e ganham.
Foi pensando nisso que lembrei daquele projeto da equipe econômica do governo Lula: o
Eu-Empresa. Trata-se de um projeto para regularizar quem está e vive na informalidade, tornando-os
PJs, com os mesmos direitos e deveres que as pessoas jurídicas tem.
Na medida em que o Brasil avança, e se
projeta internacionalmente, uma iniciativa como esta é importante, pois como a confiança do empresário e do empreendedor brasileiro está alta, o dinheiro existe, os bancos estão sólidos, o mercado está animado, o futuro é agora. Uma boa hora, então, para desengavetar as velhas e boas ideias. Para o bem, e o futuro, de quem há tanto tempo estava na linha da miséria.